Embora a perda de informações seja a maior preocupação das pequenas e médias empresas (PMEs) da América Latina, a maioria delas não dispõe de uma política eficiente de segurança, de acordo com estudo encomendado a Applied Research pela fabricante de software antivírus Symantec.
De acordo com a consultoria, 73% das 344 empresas ouvidas na região se declararam "extremamente preocupadas" ou "preocupadas" com a perda de dados e 26% admitem ter perdido informações confidenciais no ano passado. As perdas, segundo a pesquisa, representaram prejuízo financeiro para 100% das companhias.
O estudo mostra que as PMEs latino-americanas gastam apenas US$ 23,4 mil por ano em políticas de proteção, enquanto a média mundial é de US$ 51 mil. Segundo Marcelo Saburo, gerente de vendas para PMEs da Symantec Brasil, as empresas alegam ter restrições orçamentárias para investir em segurança, mas a economia resulta na queda da produtividade das equipes de tecnologia da informação.
O analista cita que dois terços do tempo das equipes de TI são gastos para o gerenciamento dos dados das empresas, o que é muito mais caro do que a compra de um software que faz isso sem tanta necessidade de gerenciamento.
O relatório aponta, ainda, para os ciberataques sofridos por 74% das empresas da região nos últimos 12 meses, em que 31% foram efetivos. Destas, 59% disseram que o maior problema é a perda de produtividade dos funcionários e 20%, a perda de receita. No Brasil, a queda de produtividade foi apontada por 68% das empresas como reflexo direto dos ciberataques e 11% declararam perda de receita. A pesquisa, contudo, não mede o quanto as empresas perdem com a falta de uma política de segurança da informação.
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