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Incentivo à banda larga móvel pode impulsionar economia, diz indústria
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009, 19h15



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Durante a reunião de cúpula da GSM Association (GSMA), que representa mais de 750 operadoras de telefonia móvel GSM em todo o mundo, cerca de 400 CEOs, ministros, representantes do governo e líderes da indústria enfatizaram o papel único que a banda larga, mais especificamente a banda larga móvel, pode desempenhar como impulsionadora da economia. No encontro, que ocorreu nesta segunda-feira, 16, paralelamente ao Mobile World Congress, que acontece até a próxima quinta-feira, 19, em Barcelona, na Espanha, os líderes pediram aos governos que apóiem o lançamento dos serviços de banda larga móvel para ajudar na retomada do crescimento econômico.

Em entrevista coletiva à imprensa, Rob Conway, CEO da GSMA, Carl-Henric Svanberg, CEO da Ericsson, Alexander Izosimov, presidente da GSMA e CEO da VimpelCom, Franco Bernabe, CEO da Telecom Italia, Jon Fredrik Baksaas, CEO do Telenor Group, e Jeffrey Sachs, diretor do Earth Institute of Columbia University, demonstraram como o amplo uso dos serviços de banda larga móvel pode estimular o crescimento e ajudar o mundo a se recuperar da crise financeira.

Wang Jianzhou, CEO da China Mobile, falou sobre o investimento em infra-estrutura móvel que a sua empresa está fazendo na China e os seus benefícios. O lançamento do novo espectro para os serviços de banda larga móvel neste ano irá injetar o equivalente a US$ 211 bilhões ao PIB da China e pode adicionar cerca de US$ 95 bilhões ao PIB da Índia, segundo um novo relatório do professor Leonard Waverman da empresa de consultoria LECG.

O lançamento das redes de banda larga móvel também criará centenas de milhares de empregos, incentivará novos negócios em toda a cadeia de suprimentos, melhorará a produtividade e impulsionará os gastos do consumidor, segundo os executivos. De acordo com eles, sempre que possível, os governos deveriam criar um ambiente regulador estável e distribuírem o mesmo espectro em suas regiões para os serviços de banda larga móvel, pois essa harmonização permite que os mesmos dispositivos possam ser usados em muitos países diferentes e que os fabricantes possam fazer economias de escala e diminuir os preços para os usuários finais.

"A evolução da banda larga móvel é prova de que o dispêndio de capital dos operadores é a fundação para o crescimento de todo um ecossistema", disse Franco Bernabe, CEO da Telecom Italia. "No atual clima econômico incerto, é simplesmente inimaginável que entraremos em uma nova fase de crescimento europeu e mundial se não tivermos disponibilidade de largura de banda suficiente. A largura de banda é o incentivador necessário para investimentos diretos tal como infra-estrutura de acesso de rádio e demanda para backhaul (transmissão de dados e voz) de fibra-óptica; é também um incentivador de investimento indireto, através da criação de novas empresas e serviços no mercado. Se quisermos repetir os sucessos do passado – sucessos em tecnologia que, de GSM para frente, fizeram grandes melhorias em nossas vidas – esse potencial só pode ser realizado totalmente mediante um contexto regulador harmonioso."

"Se a indústria móvel pudesse continuar a crescer e desenvolver no mesmo nível que cresceu nos últimos 15 anos, poderia atuar como uma das poucas locomotivas que podem ajudar a tirar as nossas economias da depressão atual", completou Alexander Izosimov, presidente da GSMA e CEO da VimpelCom. "Os governos precisam adotar políticas que alimentam este potencial, ao invés de reprimi-lo".

Segundo os participantes, a mudança para televisão digital oferecerá oportunidade única para fazer com que o espectro de baixa freqüência, no qual as ondas de rádio percorrem longas distâncias e possuem uma penetração melhor, esteja disponível para os serviços de banda larga móvel. Dos 400 MHz do espectro de baixa freqüência que foram liberados com a interrupção do uso de televisão analógica, a GSMA acredita que 100 MHz deveriam ser usados para possibilitar o lançamento de redes de banda larga móvel mais econômicas. A Europa, Finlândia, Suécia, Suíça, França e Reino Unido, por exemplo, já se comprometeram em alocar parte do espectro liberado com a mudança para televisão digital para os serviços de banda larga móvel.

Conforme a associação, implantar uma rede de banda larga móvel usando o espectro de 700MHz, por exemplo, pode custar 70% menos do que implantar a mesma rede usando o espectro de 2100 MHz servindo de base para a maioria das redes móveis 3G atuais, tornando as áreas rurais e outros "lugares brancos" economicamente viáveis.
Da Redação
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