O processo aberto na Corte Superior do Condado de Santa Clara, na Califórnia, solicitando que a Oracle volte a fornecer suporte ao processador Itanium, da Intel, ganhou um novo ingreditente. A Oracle agora acusa a HP e a Intel de firmarem um acordo secreto para a fabricação de chips, segundo o The Wall Street Journal. O ponto central da questão é o chip Itanium, desenvolvido em conjunto pelas fabricantes nos anos de 1990 e que equipa servidores e equipamentos high-end da HP.
Em março, a Oracle anunciou que interromperia o suporte ao processador, o que gerou a abertura de um processo pela HP alegando que a empresa de software era obrigada por contrato a permanecer atualizando produtos para o chip. A HP sustenta que a Oracle, que entrou no segmento de hardware com a compra da Sun Microsystems, tomou a decisão porque passou, com isso, a ser uma empresa rival.
Em audiência, a Oracle expôs a suspeita de um acordo secreto que obrigava a Intel a continuar a produzir o Itanium por mais duas gerações, caso contrário, a fabricante teria descontinuado devido ao baixo volume de vendas. A Oracle afirma que o reconhecimento da HP sobre a situação do Itanium está documentada internamente, com algumas partes utilizadas no processo aberto pela fabricante.
A HP nega veementemente a existência de documentos ou acordos secretos. “Como a Oracle bem sabe, a HP e a Intel têm um comprometimento contratual para continuar a vender o processador Itanium a nossos clientes pelas próximas duas gerações de microprocessadores, além de garantir a disponibilidade do Itanium até ao menos o fim da década”, disse um porta-voz da empresa.
“Isso reforça que a decisão da Oracle de interromper o suporte ao Itanium foi uma estratégia ilícita de negócio”, acusou a HP por meio de seu porta-voz. Ele afirmou que a alegação da Oracle não é nada além de uma “tática desesperada para estender a incerteza no mercado” com a interrupção do Itanium.
A Oracle tenta, com novas acusações, tornar impossível o julgamento agendado para o dia 27 de fevereiro. Enquanto isso, cada envolvido no caso produziu diversos documentos em busca de evidências. “As partes envolvidas estão na metade da produção de documentos, com centenas de milhares ainda por vir”, escreveu a Oracle em um deles. “O escopo completo não será finalizado em algumas semanas, talvez até meses”, completa
FUNDO DIGITAL
A administradora de cartões de crédito American Express anunciou o lançamento de um fundo de US$ 100 milhões para investir em start-ups e empresas de comércio digital, segundo o blog de tecnologia TechCrunch.
De acordo com fontes próximas ao assunto, os investimentos abrangerão uma série de áreas de comércio digital, incluindo fidelidade e recompensas, gerenciamento de pagamento móvel e on-line, serviços mediante pagamento, segurança e detecção de fraudes e análise de dados.
CARTEIRA MÓVEL
Assinantes da Vivo poderão usar celulares para realizar compras, transferências, pagar contas e comprar recarga
A MasterCard e a Telefônica anunciaram uma joint venture para oferecer soluções financeiras móveis aos 65 milhões de clientes da Vivo no Brasil. A iniciativa inclui a criação de uma carteira móvel que pode ser usada pelo cliente para realizar pagamentos através do celular e transferir recursos, pagar contas e fazer compras online.
O serviço inclui clientes bancarizados e não-bancarizados, além de levar o serviço eletrônico a locais que tradicionalmente aceitam apenas dinheiro, como táxis, serviços de entrega, e vendas porta a porta.
A joint venture é uma oportunidade de oferecer soluções financeiras acessíveis e eficientes para clientes que possuem celulares, mas que nunca tiveram acesso aos benefícios aos meios de pagamentos eletrônicos, segundo a MasterCard.
Para a Telefônica a parceria a posiciona como uma das empresas líderes no desenvolvimento de soluções financeiras móveis no Brasil.
Ainda pendente de aprovação pelos órgão reguladores, a nova empresa será independente e cada sócio terá 50% das ações.
A pirataria do prejuízo
O uso de software ilegal por empresas da manufatura nos países do Grupo Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) gera perdas de US$ 1,6 bilhão aos concorrentes que utilizam softwares originais. A China é o país responsável pela maior cifra (US$ 837 milhões), seguido pela Índia (US$ 505 milhões), Brasil (US$ 186 milhões) e Rússia (US$ 115 milhões). Os dados são parte de um estudo que aborda o impacto econômico causado pela pirataria de software em 17 mercados, encomendado ao instituto de pesquisa Keystone Strategye pela Microsoft, que faz parte do Dia do Jogo Limpo (Play Fair Day). A iniciativa global busca enfatizar a importância do uso do software original às empresas e consumidores, além de informar os benefícios do software legal e promover o respeito à propriedade intelectual.
De acordo com o estudo, na China, por exemplo, fabricantes que respeitam a lei ao utilizar software genuínos e licenciados podem sofrer um impacto da ordem de US$ 837 milhões motivado pela concorrência desleal, que corta custos ilegalmente e usa softwares piratas. Esse prejuízo se revela na oportunidade de empresas piratas aumentarem indevidamente seus lucros e ampliarem os investimentos em seus negócios. As empresas afetadas poderiam reinvestir o dinheiro, por exemplo, para construir 66 novas plantas fabris, comprar 12 mil máquinas ou contratar 217 mil novos funcionários.
A pesquisa destaca que o Brasil conta com cerca de 900 mil PCs licenciados em empresas que atuam legalmente, um número bastante alto e que representa 36% dos PCs legais da América Latina. Segundo o estudo, software piratas e ilegais têm remunerado criminosos e reduzido as oportunidades de emprego e de inovação do país. Com o montante desviado pela pirataria no Brasil, seria possível empregar cerca de 20 mil profissionais. O combate à pirataria poderia aumentar ainda mais a participação do setor de
TI na economia.
Ainda de acordo com a pesquisa, a injustiça oriunda da pirataria cria mais de US$ 2,9 bilhões de desvantagem competitiva por ano para empresas da América Latina, Europa Central e Ocidental e a região da Ásia-Pacífico. Nos cinco anos do ciclo de vida aproximada de um software, empresas dos BRIC perderão mais de US$ 8,2 bilhões para seus concorrentes desleais.
Alavancas da TI
Business analytics e cloud computing vão gerar maior taxa de empregos, diz estudo
Business analytics (BA), mobilidade, computação em nuvem e mídias sociais são as principais tendências no mercado mundial de TI, as quais devem responder pelo maior número de abertura de vagas de emprego, de acordo com pesquisa realizada pela IBM com 4 mil profissionais de TI em 93 países. Entre elas, o levantamento destaca a área de BA, tecnologia com maior índice de adoção (90%) na comparação com as demais. A IM atribui essa supremacia à crescente necessidade das empresas de automatizar e decifrar o grande volume de dados gerados no dia-a-dia.
Dentre os entrevistados, 42% disseram ter demanda por software de BA e 49% afirmaram que a área é ou será utilizada para aumentar a automação de processos. Os sitemas de BA despertam maior interesse nos países que compõem o chamado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) do que nos Estados Unidos, “talvez pela saturação do mercado norte-americano”, diz a pesquisa. A integração de BA com outras áreas de negócio é a principal preocupação dos entrevistados.
Entre as demais áreas de TI que devem atrair investimentos, a mobilidade é apontada como oportunidade, principalmente para os profissionais que desenvolvem aplicações. A pesquisa estima que a mobilidade crescerá 85% nos próximos dois anos, com aumento de 34% na adoção de aplicativos corporativos e 33% no desenvolvimento de apps específicos para determinados segmentos da indústria.
Em relação a computação em nuvem, a pesquisa sugere que os profissionais foquem na integração de ambientes em nuvem no desenvolvimento de aplicações. Vinte e cinco por cento das empresas disseram que pretendem desenvolver novas aplicações para computação em nuvem, enquanto 24% deve virtualizar seus ambientes de TI – mesma porcentagem pensa em tirar proveito da nuvem para armazenamento de dados. Embora 40% dos entrevistados acreditem que suas empresas não estejam engajadas na computação em nuvem, 75% acham que elas começarão a desenvolver infraestrutura na nuvem nos próximos dois anos, motivados pela flexibilidade e redução de custos.
Por fim, o uso de mídias sociais começa a influenciar a maneira pela qual as empresas fazem negócio. Dos entrevistados, 43% pretendem utilizar os recursos de “social business” para desenvolvimento interno e
41%, para desenvolver a empresa em ambientes externos. O uso de redes sociais, contudo, é apontado como intenção de apenas 20% das empresas.