A Resarch In Motion (RIM), fabricante do BlackBerry, enviou nesta segunda-feira, 30, suas propostas ao Ministério do Interior da Índia para continuar com as operações do smartphone no país. O órgão do governo indiano declarou que vai avaliar a viabilidade das propostas e emitir nova decisão em 60 dias.
O BlackBerry vem enfrentando problemas naquele país porque as mensagens trocadas por meio da rede interna da RIM são criptografadas quando salvas nos servidores, e isso impede que os órgãos reguladores locais fiscalizem o teor das mensagens.
De acordo com o ministro indiano do Inteior, G. K. Pillai, essa proteção acaba camuflando as comunicações entre células terroristas locais, transformando o BlackBerry numa ameaça à segurança nacional (veja mais informações em "links relacionados" abaixo).
A RIM ainda concordou em estudar, junto ao Departamento de Telecomunicações indiano, a possibilidade de instalar um de seus servidores na Índia para armazenar os dados dos usuários locais, bem como as informações trocadas entre eles. Isso, explica o órgão do governo, acabará com qualquer impossibilidade de fiscalização.
O modelo de armazenamento das informações de usuários do BlackBerry também é alvo de preocupações de alguns governos, pois ele é feito em servidores localizados em diversos países, principalmente no Canadá, ou fora do alcance dos fiscais governamentais. A RIM já enfrenta problemas na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, que a consideram uma ameaça à segurança nacional, dos usuários e à estabilidade jurídica e social dos países.
De acordo com comunicado do Ministério do Interior da Índia, as reuniões com a RIM deixaram claro que "toda e qualquer comunicação feita por meio das redes de telecomunicações indianas deve se submeter aos órgãos legais de fiscalização".
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