publicidade
TI INSIDE
   pesquisa avançada

DIREITO NA INTERNET
Cadastre-se e receba TI INSIDE Online no seu email 
Especialistas defendem marco civil e negam haver censura estatal
sexta-feira, 27 de novembro de 2009, 18h58

publicidade
A ideia de apresentar um projeto abrangente sobre a internet ganhou força no governo após as modificações polêmicas feitas no Senado ao projeto de lei 84/99. A proposta de um marco mais amplo, que não contemplasse apenas aspectos penais, e ainda contasse com a contribuição de internautas, foi elogiada por estudiosos da aplicação do Direito na internet.

"É uma forma de inclusão social no processo de elaboração da lei, que possibilita à população assinalar ao Estado qual a forma mais eficaz e pragmática de tutelar seus direitos", disse o advogado Marlon Marcelo Volpi, especialista em tecnologia da informação. Para ele, as leis brasileiras já regulam boa parte dos atos praticados na internet, mas uma atualização tornaria a legislação mais eficaz. Para Volpi, o marco não tem como objetivo regular a internet, "mas as condutas sociais que ocorrem no seu uso".

Para o promotor de Justiça de São Paulo Augusto Rossini, a proposta de marco civil precisa ser votada, mas não se pode perder de vista que a internet "tem em seu DNA a não regulamentação, e isso se refletirá no marco regulatório". Apesar da advertência, o promotor afirma que a simples autorregulamentação da internet, pelos seus usuários e provedores, não é o caminho ideal. "Há bens jurídicos que somente o Estado tem condição de tutelar, como no caso da pornografia infantil e dos crimes de ódio racial", disse. Segundo ele, o receio é que, sem regulamentação, a internet se transforme em uma zona livre para todo tipo de crime. "Muitas quadrilhas de rua estão migrando para o espaço virtual", afirmou.

O advogado Volpi tem a mesma opinião. Para ele, o marco legal não deve ser confundido com censura estatal. "A transmissão, recepção ou emissão de dados deve ser garantida a todos. Contudo, a própria Constituição veda o anonimato quanto à manifestação do pensamento. Devemos contar com mecanismos para garantir que, se necessário, possa haver a responsabilização dos culpados de atos antissociais cometidos na internet."

Formato da regulamentação

Tanto Rossini como Volpi afirmam que o marco civil deve promover mudanças pontuais na legislação, evitando o formato de um código. "O aconselhável seria inserirmos em cada norma os dispositivos necessários que se encontram estritamente relacionados, deixando uma eventual norma específica, mais enxuta, restrita aos temas que tem a internet como objeto principal", disse Volpi.

Para eles, a regulamentação precisa incluir pontos como a definição da responsabilidade dos provedores, a obtenção de provas digitais e de seu uso no processo legal e a tipificação de crimes cibernéticos. Ambos advertem, no entanto, que o texto final não pode ficar restrito a aspectos penais. As informações são da Agência Câmara.
Da Redação
|   Imprimir   |   Enviar por e-mail   |   (0) Comentar   
 publicidade
OUTROS DESTAQUES

sexta-feira, 3 de setembro de 2010
10h38 - Venda global de sistemas de storage cresce 21% no 2º tri
16h54 - Samsung e Toshiba entram na briga pelo mercado de tablet PCs
12h44 - Ataques pela web crescem 36% no primeiro semestre no mundo
15h55 - Projeto define regras para terceirização na Lei de Licitações
15h35 - Serviços de telecomunicações atingirão US$ 1,7 trilhão em 2015
20h13 - Noticiário de TI INSIDE Online deixa de circular no feriado
17h24 - Proposta obriga operadores de telemarketing a testar audição
17h02 - Twitter atinge a marca de 145 milhões de usuários, diz empresa
14h40 - BITS 2011 terá rodada de negócios do Al-Invest
17h16 - Multilaser entra no mercado de celulares
16h13 - TSE lacra sistemas eleitorais com assinatura digital

quinta-feira, 2 de setembro de 2010
11h46 - Dell desiste e 3Par será adquirida pela HP por US$ 2,3 bilhões
10h46 - Cinco fabricantes de celulares são apontadas como modelo de sustentabilidade
16h25 - Lucro da Autodesk cresce quase seis vezes no 2º trimestre fiscal
13h04 - Agora é a Indonésia que ameaça bloquear BlackBerry
16h56 - Sistema operacional móvel da Apple já supera o Linux
16h19 - Google renova e expande acordo de buscas com AOL
18h17 - Loja do Android é que oferece o maior número de aplicativos grátis
18h18 - Assinatura de telefone fixo será extinta na Bahia
18h20 - IBM Brasil e parceiros criam site e curso gratuito de inglês a distância
17h29 - Governo deve usar web para se comunicar mais com a sociedade, diz especialista
15h18 - Gastos com publicidade em localização devem chegar a US$ 2 bi em 2015
10h05 - Projetos de C&T para infraestrutura terão orçamento de R$ 5,6 bi

quarta-feira, 1 de setembro de 2010
11h28 - Déficit comercial do setor eletroeletrônico vai a US$ 2,5 bi
11h52 - Índia agora quer ter acesso a informações do Google e Skype
18h32 - Google enfrenta evasão de empregados para o Facebook, diz blog
12h27 - STJ aprova repasse de PIS e Cofins para as tarifas telefônicas
17h53 - Projeto prevê proibição ao repasse de PIS e Cofins por teles
17h32 - Países do Brici terão 1,2 bilhão de internautas em 2015, indica estudo
18h40 - Sites de companhias aéreas atingem 6 milhões de usuários em julho
19h47 - Case de distribuidora será apresentado no Fórum Mobile+
12h38 - GVT revisa para cima previsão de crescimento para 2010
18h50 - MoIP Pagamentos pretende fechar ano com R$ 350 mi em transações
20h08 - Software house aposta em tecnologia de desenvolvimento rápido
Conheça as publicações da Converge Comunicações
TELA VIVA NewsPAY-TV NewsTI INSIDE OnlineRevista TELA VIVATELETIMERevista TI INSIDE
Converge Comunicaes

© Copyright Converge Comunicações. Todos os direitos reservados. A reprodução total ou parcial dos textos, imagens e arquivos deste site por qualquer meio ou forma depende de autorização por escrito da editora. TI INSIDE é uma propriedade da Converge Comunicações.

publicidade