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  EDIÇÃO #46 - ANO 5 - MAIO/2009
INFRAESTRUTURA
O software sem complicação

Recente pesquisa da IDC identificou que o atual clima econômico acelerará as oportunidades de negócios na área de software como serviços (SaaS). A oferta, a partir da qual a software house comercializa sistemas em um formato semelhante ao de aluguel – o cliente paga pelo número de assinaturas utilizadas em um determinado período – atrai empresas no mundo todo, a ponto de extrapolar qualquer projeção feita no passado. Segundo a IDC, as empresas irão optar pelas facilidades de assinatura dos serviços de software mais do que o modelo convencional, de compra de licença, e os fornecedores responderão a esta demanda com voracidade.

Assim, a projeção de crescimento do modelo SaaS para 2009, saltou de 36% para 40,5% sobre o desempenho do ano passado.

“As corporações estão mais seletivas em seus investimentos, mas o SaaS está sendo beneficiado pela percepção de facilidade de expansão em momentos mais difíceis”, constata Robert Mahowald, diretor de pesquisa on-demand e SaaS da IDC. Levantamento feito pela consultoria constata que, ao final de 2009, 76% das organizações norte-americanas utilizarão pelo menos uma aplicação de negócio no modelo SaaS. O número foi projetado a partir do percentual de empresas que planejam investir ao menos um quarto dos seus orçamentos de TI em aplicações comercializadas no formato de serviços, dado que deve subir de 23%, em 2008, para aproximadamente 45% em 2010.

A expectativa é que a oferta de SaaS siga nesta escalada até superar a oferta convencional de licenciamento no ecossistema de software. Uma tendência presente não apenas na América do Norte, mas também na Europa, na África (EMEA) e na Ásia Pacífico (exceto no Japão), com índice mundial projetado em 35% fora dos Estados Unidos. E algo que a Modulax, empresa especializada na fabricação de equipamentos para altos-fornos de ferro-gusa, aqui no Brasil, já experimentou, em pequena dose, é claro, mas em uma proporção semelhante a que vem sendo aplicada ao redor do mundo.

Maurício Lopes, coordenador de TI da organização, conta que na fase de instalação do sistema ERP da Sênior Sistemas, incluindo os aplicativos de RH, a indústria precisava adquirir também uma solução de banco de dados, mas este era um adicional que encareceria o projeto, sem o retorno proporcional do investimento. “O banco de dados Microsoft SQL foi contratado no modelo de serviço. Entre este modelo e fazer todo o movimento de aquisição do sistema e da infraestrutura para hospedá-lo, optamos pelo serviço do datacenter Corpflex, já que eles nos

forneciam o banco de dados e não precisaríamos nos preocupar com a infraestrutura de hardware e de processamento mesmo quando o ambiente necessitar de expansão”, lembra Lopes.

Na fase de implementação do sistema, a Modulax contratou o serviço para cinco usuários, mas já com a certeza de que aumentaria o pacote quando colocasse o ERP em produção e quando fosse implantada a folha de pagamento. O ambiente como um todo foi projetado para suportar transações de 15 a 20 usuários na fase inicial da operação.

A terceirização do banco SQL Server, da Microsoft, pela Modulax, é apenas uma das aplicações da empresa de Bill Gates que vêm sendo ofertadas como serviços pelos parceiros da companhia. A Diveo, por exemplo, há cerca de dois anos oferece serviços de comunicação para companhias na América Latina, utilizando como base o sistema Microsoft Exchange. “Os resultados são bastante interessantes e comprovam a tendência. Começamos com Microsoft Exchange, e hoje temos mais de 60 mil usuários corporativos (funcionários das empresas clientes) utilizando o sistema no formato de serviços”, declara Marco Américo de Antonio, vice-presidente de datacenter da Diveo. Até o final do ano, a companhia deve lançar o serviço para o pacote de aplicativos de relacionamento com clientes (CRM), Microsoft Dynamic, e o pacote de comunicação OCS (Office Communications Server). “Esta é uma estratégia mundial de oferta SaaS pelos parceiros da Microsoft. Nos Estados Unidos, ela foi batizada de Vanila Flavor”, observa Antonio.

De fato, apesar da resistência das grandes software houses em aderir ao modelo, devido ao conflito com a oferta convencional, aos poucos um caminho intermediário vem se configurando, mais para fazer frente aos concorrentes inovadores e agressivos no modelo, como o Google e a igualmente conhecida Salesforce.com, do que para conquistar grande volume de clientes com a oferta. Para SaaS, a Microsoft posicionou inicialmente os aplicativos dirigidos ao segmento SoHo (Small Office, Home Office) – o Windows Live, o Office Live, e outros que seguem a linha da gratuidade. “O Office Live Workspace, por exemplo, é um ambiente web no qual as pessoas compartilham o desenvolvimento de documento, projetos e informações, podendo editar vídeo e fotografias. Tem serviço de mensagem, correio eletrônico e outras ferramentas gratuitas e subsidiadas pela publicidade”, explica Otávio Pecego, arquiteto de soluções sênior da Microsoft Brasil.

Outra parte da oferta Microsoft no mercado internacional se orienta a usuários de pequeno, médio e grande portes, para os quais são oferecidos um conjunto de produtividade online (BPOs), hospedado nos datacenters da companhia. “Nesta base estão o Exchange Online, o Share Point Online, o Office Communication, Office Meeting, ForeFront e, especificamente nos Estados Unidos, o CRM Dynamics”, diz Pecego, ressaltando que no Brasil os aplicativos em SaaS estão disponíveis apenas para empresas que contratam um grande número de usuários, que ao invés de ter a instalação dos sistemas em servidores próprios, onde além do hardware necessitam de toda a infraestrutura, optam pela oferta de serviços. O modelo prevê o uso dos aplicativos a partir dos datacenters da Microsoft nos EUA, exigindo do usuário apenas a instalação e a manutenção dos links de comunicação. Segundo Pecego, empresas como a Coca-Cola, a Glaxo e outras já aderiram a oferta.



Conta-gotas

O projeto da Microsoft, revela o executivo, é portar versões de seus produtos para o modelo SaaS, de forma que o usuário possa compor um ambiente misto, com licenças adquiridas e com a compra do software como serviço. “Uma empresa pequena pode não ter recurso para instalar um Exchange em servidor próprio hoje, mas pode colocá-lo em nuvem e, num segundo momento, a medida que crescer ou buscar um nível de serviço diferenciado, pode optar por transferir as informações para uma plataforma Exchange dentro de casa. Isso é vantajoso por vários motivos, inclusive a regulamentação de cada país”, diz Pecego. “Estamos construindo produtos com funções similares e há serviços que estão sendo redesenvolvidos”, revela o executivo, ao explicar que a idéia é ter serviços semelhantes nos dois ambientes comerciais e dar opção de escolha

ao usuário.

A contar pelo desempenho do primeiro trimestre de 2009, Marco Américo de Antonio, da Diveo, não tem dúvidas de que a expansão de SaaS será rápida, constante e consistente. “Os primeiros meses deste ano foram recordes na história da companhia, basicamente porque as empresas estão tendo que reduzir o quadro de funcionários e não têm fluxo de caixa suficiente para assumir grandes projetos internamente. Então a alternativa tem sido terceirizar a infraestrutura de processamento e de armazenamento de dados e adotar SaaS”, constata. A economia, segundo ele, gira entre 25% e 30%, dependendo dos serviços agregados, com a vantagem de ganho de performance e de estabilidade da infraestrutura.



Periferia

Os sistemas que têm mais sucesso no modelo SaaS ainda são aqueles com conceitos mais inovadores e que melhoram o desempenho da companhia sem, no entanto, causar impactos negativos caso o serviço deixe de funcionar. “Os institutos de pesquisas dizem que do mercado de SaaS, 70% é CRM e colaboração. O resto é ERP, business intelligence e outros aplicativos mais complexos”, destaca Marco Antonio. Ou seja, o SaaS vem ocupando uma lacuna que o formato convencional de licença não conseguia preencher. “Por isso, grandes empresas também podem se beneficiar do modelo, principalmente quando a aplicação não fizer parte do ‘core’ dos sistemas e sim for algo que venha a complementar o seu dia-a-dia”, pontua Francisco Dal Fabbro, diretor de vendas da CA.

Um dos casos de sucesso da companhia no modelo de serviço de software é a Kellogs, indústria que utiliza o CA Clarity PPM (Project Portfolio Management), para gestão de projetos e portifólios, como SaaS nos EUA. Esta, aliás, é a primeira oferta da CA nesta área, mas a estratégia é ter um portifólio mais amplo nos próximos 12 meses, segundo o executivo. “Temos clientes testando a modalidade e que já foram apresentados a mais duas ofertas, o CA GRC (Governance Risk Compliance, para gerenciamento de governança, risco e conformidade) e o Instant Recovery, para recuperação de dados. Este último disponível por meio de parceiros especializados e ainda sem oferta no Brasil”, detalha.

Assim como a Microsoft, a estratégia comercial da CA prevê uma forte participação do parceiro – revendas e integradores – na oferta do serviço. Ou seja, o canal revende o serviço, que estará hospedado no datacenter da companhia, e que por sua vez se responsabiliza pela administração da infraestrutura. Mas uma terceira via vem se configurando no mercado, a partir de uma oferta semelhante ao application service provider (ASP) do passado, só que o cliente não tem o ônus do investimento nos sistemas.

Um desses players é a Distribuidora SaaS, empresa fundada em janeiro de 2008 com a filosofia de ser uma distribuidora de softwares como serviço, que defende o modelo “zero de logística”, onde o sistema desenvolvido prevê a comunicação com os usuários finais de maneira totalmente online desde a transação comercial até a entrega do software. “A logística é necessária, porque há uma programação envolvida para que o registro da assinatura seja feito no sistema do provedor e o usuário receba a liberação em tempo real”, defende Tatiana Carvalhinha, gerente de marketing e negócio da D-SaaS. “Por exemplo, o provedor de internet que oferece solução de segurança no modelo SaaS conta com uma retaguarda sistêmica que registra na McAfee (por enquanto único fornecedor com o qual a D-SaaS atua) e disponibiliza para o cliente”, explica.

São novas oportunidades de negócios criadas a partir da facilidade de acesso e da disponibilidade dos links de internet. “O Mundo IP e a queda de preço de hardware facilitaram a oferta de software como serviço”, afirma Edson Silva, presidente da Nexxera. De Minas Gerais, a Modulax, por exemplo, acessa seus sistemas hospedados na Corpflex em São Paulo, uma facilidade que lhe permitiu economizar na instalação de infraestrutura de servidores e outros sistemas para suportar o novo ERP. “Além disso, ficamos despreocupados com questões como manutenção, atualização e backup dos dados e das máquinas, que passam a ser realizados pela CorpFlex”, conta o coordenador de TI, Maurício Lopes Silva.



Infraestrutura

João Alfredo Pimentel, presidente da CorpFlex, explica que o seu modelo SaaS foi arquitetado há quatro anos, e hoje já conta com parceiros como a Sênior Sistemas, a Benner, a Mega Sistemas, a BGM Rodotec e a NDD Digital, empresa especializada em nota fiscal eletrônica. “Fazemos a gestão da infraestrutura, do banco de dados, acesso ao sistema de gestão e da política de segurança”, descreve Pimentel, dizendo que hoje os produtos SaaS representam entre 50% e 55% da receita mensal recorrente da companhia, que conta com 550 clientes e 5.500 usuários. “Este é um modelo que tende a crescer muito. Estudos da IDC e do Gartner estimam que, em 2011, 30% do licenciamento mundial de software será em SaaS”, lembra.

O tempo de operação da Corpflex no modelo SaaS é semelhante ao da IBM, empresa que optou pela oferta do serviço de datacenter em parceria com software houses, por exemplo a Datasul, do grupo Totvs, de forma que o cliente acessa o sistema via web e paga mensalmente pelo número de usuários que utilizam a plataforma. Junto com a Datasul, a big blue tem um grupo de 13 parceiros na América Latina ofertando serviços neste formato na América Latina, sendo 10 no Brasil (incluindo o Comprova, Nexxera, Mastersaf e a Sênior Sistemas), dois no México e um na Venezuela. “A Datasul tem 120 clientes e mais de mil usuários no modelo SaaS”, diz David Dias, gerente de alianças estratégicas da IBM para América Latina. Além disso, a companhia anunciou, em abril, a portabilidade da plataforma LotusLive para o modelo de SaaS, que ainda não tem estratégia comercial para o mercado brasileiro.

A empresa também está levando os sistemas de parceiros locais para outras regiões, e sua primeira incursão nesta linha será com a Nexxera, que está prestes a anunciar seu primeiro contrato nos Estados Unidos. A parceria com a IBM, firmada em janeiro deste ano, abre novos mercados para a empresa, com sede em Florianópolis (SC), que registra 300 mil clientes usuários dos sistemas de intermediação financeira e um crescimento desta base de 30% a 35% ao ano. “É um mercado potencialmente muito forte”, comemora Edson Silva, presidente da Nexxera.

Tanto que os players mais tradicionais neste modelo, o Google e a Salesforce.com, não tem do que reclamar. Ao contrário. Há mais de 10 anos, a Salesforce.com se lançou no modelo SaaS e acredita que este seja o seu principal diferencial. Rogelio Montekio, diretor de marketing para a América Latina da empresa, alerta, no entanto, que a infraestrutura deve ser um ponto de atenção às empresas, porque a popularização do modelo SaaS exige ainda maior robustez do datacenter, que precisa ser escalável para atender as oscilações de demanda do cliente, uma das promessas do SaaS. “A Salesforce tem três datacenters no mundo, um investimento de mais de 100 milhões de dólares, para dar condições de compartilhamento de custo de infraestrutura entre todos os usuários”, diz. Hoje, a companhia reúne 55.400 clientes em nível mundial, montante que gera 1,5 milhão de usuários ativos.

“O datacenter tem 1 mil servidores. Se os clientes seguissem o modelo convencional, com cada um adquirindo um servidor para implementar o CRM, precisaria ao menos de 55.400 servidores”, calcula Montekio, ao relatar a economia proporcionada pelo modelo SaaS. A 3 anos atrás a Salesforce.com passou a ofertar serviços na América Latina, região onde conquistou o cliente número 1000 em abril.

Em linha semelhante, o Google se identifica um puro-sangue em cloud computing – denominação adotada para a composição de software e infraestrutura como serviço, pois possui mais de um milhão de negócios utilizando a plataforma Google Applications. O conjunto de aplicativos foi lançado em fevereiro de 2007. Em 2008 incorporou o sistema de vídeo e em seguida o pacote de segurança, com a plataforma da Postini. Tudo sem que o Google, segundo José Nilo, gerente no Brasil do Google Enterprise, alterasse os preços pelas novas ofertas.

Nilo utiliza o exemplo para evidenciar o caminho sem volta que o mercado de software em geral está adotando. Uma trilha na qual as corporações incorporam o hábito do menor custo já assimilado pelo usuário residencial. Mas o sucesso do SaaS ou mesmo do cloud computing, como prefere o Google, exigirá dos fornecedores maior esforço tanto sob o ponto de vista de inovação quanto da qualidade do serviços. Embora esteja bem posicionado em termos de market share para SaaS, o Google não acredita que se manterá nesta seara de poucos competidores por muito tempo. “A maioria dos fornecedores de TI vai assimilar esta oferta e o Google será concorrente ou parceiro deles. É uma maneira diferente de conduzir negócios e os clientes já sabem

disso e estão esperando que o modelo se concretize”.

VISÕES DO GOOGLE



Sob a perspectiva de beneficio para o cliente, as vantagens do software como serviço são:



* REDUÇÃO DOS CUSTOS COM HARDWARE, SOFTWARE E SERVIÇOS

* CONVENIÊNCIA – NÃO PRECISA DE NADA ALÉM DE UMA CONEXÃO À INTERNET E UM BROWSER

* ELIMINA CUSTO DE MANUTENÇÃO DOS APLICATIVOS



COMUNICAÇÃO COMO SERVIÇO



A Siemens enterprise Communications colocou a oferta de produtos no formato de serviços entre as suas prioridades porque percebeu entre os seus clientes e prospects a necessidade de converter investimentos em custos variáveis; e também para explorar as facilidades da convergência, já que as plataformas de comunicação corporativas – PBX e outros dispositivos – migraram para a plataforma de software, beneficiando este tipo de estratégia.

João Fabio de Valentin, gerente de serviços da Siemens Enterprise Communications para a América Latina, explica que todas as aplicações de comunicação unificada da companhia foram empacotadas para o formado de serviço e hospedadas no datacenter da empresa, em São Paulo, e são cobradas de duas formas distintas: por usuário ou por aplicação. “Toda a infraestrutura que o cliente precisa para comunicação está em CaaS (Communication as a Service)”, destaca o executivo.

Dentro do pacote, o sistema principal é o Open Scape Voice, que gerencia a comunicação de voz, e vem acompanhado do Open Scape UC Application, que gerencia presença; o Open Scape Expression, para mensagens unificadas; e os sistemas de caixa postal, fax e email.

Para o universo de contact centers, SAC (serviço de atendimento ao consumidor) e outros ambientes de relacionamento com clientes, a companhia oferece o sistema Open Scape Contac Center, aplicação que se adapta tanto a terminais baseados em hardware quanto a softphones, permitindo que usuários dos comunicadores Microsoft ou Lotus colaborem entre si e se comuniquem de qualquer lugar.

Também para este público, a Altitude Software empacotou os seus sistemas e criou um modelo totalmente flexível de comercialização via serviço. Francisco Virgílio, diretor de pré-vendas e parcerias da empresa, explica que o modelo surgiu a partir de uma demanda dos próprios clientes, a maioria provedores de serviços de contact center, como a Atento.

“Ao longo do nosso relacionamento, vimos que este é um negócio que oscila muito, algo que impacta diretamente nos investimentos”, diz. “Com esta oferta, se o contact center quiser uma campanha com 1 mil agentes por três meses, tem a opção de contratar PAs para isso”, pontua, dizendo que o novo modelo comercial não exclui a oferta convencional de licença de software, mas dá mais flexibilidade aos provedores de serviços.

Segundo Virgílio, todos os componentes de software da Altitude estão neste modelo. “A única distinção que faz é que só vale para empresas de outsourcing, não vale para cliente final, até porque não tem tido esta demanda”, afirma.

A oferta de serviços de comunicação da Siemens Enterprise completou aproximadamente um ano e seis meses e tem a Azul Linhas Aéreas como primeiro cliente. “É uma empresa de aviação que preza por eficiência operacional, por isso se interessou pelo modelo de CaaS”, diz Valentim. A princípio foram instalados sistemas de comunicação para 250 usuários, em outubro, e, passados aproximadamente seis meses, já há quase o dobro de usuários conectados ao sistema, sem que a empresa precisasse se mobilizar para alterar a infraestrutura.

“Toda comunicação baseada em IP pressupõe que a rede esteja habilitada para voip. As redes LAN hoje já trabalham em 100 Mbps – avançando até para velocidades em Gigabits por segundo – sendo mais do que suficiente para crescer em comunicação unificada. Se a Azul tivesse comprado um PABX de 200 usuários, teria que ampliar ou mesmo trocar o equipamento. No modelo CaaS, o PBX (softswitch) que está no datacenter da Siemens atende a 100 mil usuários, o que permite aos nossos clientes crescerem a um custo competitivo”, finaliza Valentim.

O projeto da companhia este ano é ampliar as aplicações de colaboração, integrando a plataforma com o Microsoft Live Meeting ou com o Lotus Sametimes, que permitem o desenvolvimento de aplicações e projetos em pontos remotos. Atualmente, segundo o executivo da empresa, a oferta de serviços como um todo representa 48% faturamento da Siemens Enterprise, incluindo integração, suporte e serviços gerenciados. A visão da empresa é que o CaaS alcance parcela significativa deste faturamento, em aproximadamente dois anos, alcançando algo em torno de 25% da receita de serviços.



ALAVANCA



Desde o ano 2000, quando a sigla ainda era nova no dicionário de business, o RH usufrui dos benefícios desta inovação. Hoje mais de 370 clientes, através da solução Elancers e-Recruitment fazem suas contratações com mais rapidez, eficácia e produtividade. Em 2008 foram mais de 100 novos contratos. Assim cresce a Enlancers, empresa brasileira, com 8 anos de atuação no segmento de recrutamento e seleção online para empresas, e que conta com mais de 9 milhões de currículos cadastrados em seu banco de dados.

A Elancers é uma prestadora de serviço na área de tecnologia para recrutamento e seleção online na modalidade SaaS (Software as a Service) que, segundo Cezar Antonio Tegon, seu diretor presidente, tem como clientes nada menos do que a GM, a Toyota, Johnson & Johnson, a TAM, e outras.

A empresa, que demorou cinco anos para atingir o ponto de equilíbrio financeiro, oferece o seu serviço utilizando a infraestrutura de datacenter da DH&C e os sistemas básicos da Oracle. Agora, está convicta de que não serão necessários tantos esforços para convencer o usuário das vantagens do software como serviço. “Quando todos os grandes provedores e usuários começam a aderir, a oferta deixa de ser tendência e passa a ser realidade. E as grandes empresas já sabem que é muito mais barato contratar um serviço como software do que mobilizar recursos próprios”, declara o executivo.
JACKELINE CARVALHO
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